A Rosacruz emergiu publicamente na Europa do séc. XVII com três manifestos anônimos: a Fama Fraternitatis (1614), a Confessio Rosae Crucis (1615) e as Bodas Químicas de Christian Rosenkreuz (1616).
Os manifestos descrevem uma fraternidade secreta de sábios liderada pelo misterioso Christian Rosenkreuz. Se existiu de fato ou foi ficção filosófica é o mistério mais elegante da história esotérica.
O símbolo central — a rosa sobre a cruz — condensa a essência da tradição:
A Cruz representa o mundo material, o sofrimento, os quatro elementos. A Rosa representa o despertar espiritual, a alma em florescimento.
A síntese: o espiritual que floresce dentro do material. Não a fuga do mundo, mas sua transfiguração.
Esta visão influenciou diretamente a maçonaria, a Golden Dawn e a Antroposofia de Rudolf Steiner.